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Boletim iCS: Janeiro/2017

O ano de 2016 foi muito produtivo para o Instituto Clima e Sociedade e seus donatários. Criado como pessoa jurídica em 2015, em 2016 o iCS se consolidou como uma instituição independente. Experimentou um crescimento significativo: a equipe aumentou de seis para nove pessoas, as receitas cresceram 36% em relação ao ano anterior, e o número de doações dadas dobrou: foram 41 doações totalizando R$13 milhões.

Agora que um novo ano se inicia, esperamos conseguir ampliar nossas atividades e fortalecer as áreas de atuação em que trabalhamos, cada vez mais próximos dos donatários.

Confira uma retrospectiva de 2016 e algumas perspectivas para 2017. Feliz 2017!

DESTAQUES

RETROSPECTIVA ICS 2016
iCS em números  |  iCS em ação

POR DENTRO DO ICS
Conselho do iCS se reuniu na sede do Instituto para balanço de 2016 e planejamento de 2017 

COMUNICAÇÃO
Rádio CBN entrevista, com apoio do iCS, prefeitos eleitos em quatro capitais sobre compromissos referentes à agenda de sustentabilidade e mudanças climáticas  

ENERGIA ELÉTRICA
Workshop discute desafios e políticas públicas relevantes para o Plano de Ação em de Eficiência Energética  |  Perspectiva para 2017 do iCS: Energia Elétrica

MOBILIDADE URBANA
LabMob, donatário do iCS, lança livro Mobilidade por Bicicleta no Brasil  |  Ciclocidade e Cidadeapé divulgam nota contra programa da prefeitura de São Paulo que prevê aumento da velocidade máxima nas marginais  |   Donatários do iCS são entrevistados em programa especial sobre pedestres e caminhabilidade do Cidades e Soluções  |  Perspectivas para 2017 do iCS: Mobilidade Urbana

POLÍTICA CLIMÁTICA
Percepção da importância de uma visão de longo prazo para economia de baixo carbono é uma das conquistas do iCS em 2016  |  Perspectiva para 2017 do iCS: Política Climática  

RETROSPECTIVA ICS 2016

iCS em números

USD 4.8 milhões
Essa foi a receita do iCS em 2016 advinda de doações, um crescimento de 36% em relação ao ano de 2015. Além disso, um ambicioso plano de captação de recursos foi elaborado para 2017 a 2020.

77%
do orçamento foi destinado para custos programáticos em 2016, e 23% para custos administrativos. O resultado superou as expectativas de 70% e 30%, respectivamente.

41
doações foram realizadas em 2016, mais do que o dobro das 20 doações feitas em 2015. O valor doado ultrapassou R$13 milhões.

iCS em Ação

  • Uma ampla reunião, que contou com a participação do conselho, financiadores, parceiros e experts, abriu o ano de 2016 do Instituto Clima e Sociedade. Durante esse encontro foi definida a estratégia geral da organização para os de 2016 a 2020.
  • Em março, o portfólio de Energia Elétrica foi estabelecido no iCS, formando assim a sua terceira área de atuação.
  • O processo de estruturação do iCS foi concluído ao longo do ano de 2016, com a contratação de profissionais para três novas posições. A equipe, atualmente completa, conta com nove pessoas.
  • Até 2015, as doações eram negociadas pela equipe do iCS, mas os contratos eram emitidos e as doações eram pagas pela ClimateWorks Foundation. 2016 foi o primeiro ano em que iCS fez doações com contratos em português, firmados diretamente com cada donatário, com valor estabelecido em reais, e doações pagas pelo próprio iCS. Além disso, foi a primeira vez em que o iCS formalizou doações com prazos de duração de dois anos.
  • Diversos sistemas foram plenamente instituídos em 2016, incluindo o Fluxx, sistema de gerenciamento de doações, e o Alterdata, sistema financeiro.
  • A primeira auditoria externa do Instituto Clima e Sociedade, realizada pela KPMG, foi aprovada sem ressalvas.
  • A equipe do iCS se fez presente no mundo, em eventos internacionais e importantes reuniões globais, como o Habitat III, em Quito; COP22, em Marrakesh; reuniões organizadas pela ClimateWorks, em Bruxelas; congresso da Aliance to Save Energy, em Washington DC; além de eventos nacionais e internacionais realizados no Brasil.
  • O Instituto Clima e Sociedade foi responsável pela organização de dezenas de reuniões e eventos com a presença de representantes de alto nível dos mais diversos setores (público, privado, academia e sociedade civil), nacionais e internacionais.
  • Este boletim, que chega à sétima edição, foi instituído em julho para informar aos financiadores e parceiros as atividades do iCS. Os outros canais de comunicação são o site, visitado por mais de 2100 usuários desde agosto, e o Facebook, criado em novembro.

POR DENTRO DO iCS

Conselho do iCS se reuniu na sede do Instituto para balanço de 2016 e planejamento de 2017

O Conselho do Clima e Sociedade se reuniu nos dias 1 e 2 de dezembro na sede da organização, Rio de Janeiro. Além de fazer um balanço de 2016 e traçar o planejamento para 2017, o Conselho Diretivo também se sentou pela primeira vez com o Conselho Fiscal.

Durante o encontro, houve a eleição de dois novos membros: Carlos da Costa Parcias Jr, Chief Business Development Officer da CPFL Energia, e Marcelo Furtado, Diretor Executivo do Instituto Arapyaú. Assim, o Conselho passa a ter sete representantes.

Durante a reunião, dois donatários do iCS realizaram apresentações. O ITDP discutiu desafios de mobilidade urbana nas grandes metrópoles brasileiras, e o Programa de Planejamento Energético (PPE) da COPPE/UFRJ apresentou seus dois modelos matemáticos para a modelagem integrada do sistema energético – um para o Brasil, e outro global. Com apoio do Clima e Sociedade, o PPE utiliza os modelos para pesquisar as condições necessários para o que o Brasil zere as emissões de carbono do setor elétrico até 2050.

COMUNICAÇÃO

Rádio CBN entrevista, com apoio do iCS, prefeitos eleitos em quatro capitais sobre compromissos referentes à agenda de sustentabilidade e mudanças climáticas
A Rádio CBN entrevistou, com apoio do Instituto Clima e Sociedade, os prefeitos eleitos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Uma série de reportagens com especialistas também foi realizada para investigar e debater os compromissos com a agenda de sustentabilidade e mudanças climáticas nas cidades, assumidos pelos candidatos eleitos durante a campanha. O especial está disponível aqui.

ENERGIA ELÉTRICA

Workshop discute desafios e políticas públicas relevantes para o Plano De Ação de Eficiência Energética
Com apoio do iCS, aconteceu, no dia 2 de dezembro, o Workshop Plano de Ação de Eficiência Energética, que reuniu 35 especialistas para discutir o conteúdo do Plano de Eficiência Energética. O Plano de Eficiência Energética é um pedido do Ministério de Minas e Energia à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e deverá ser lançado até maio, na mesma época em que se lança o Plano Decenal de Energia. Durante o workshop, os participantes discutiram desafios e políticas públicas relevantes para alavancar a eficiência energética em diversos setores, como transportes, indústria e edificações. Mecanismos e fontes de financiamento também foram pauta do encontro, que aconteceu na sede da EPE. Em fevereiro, uma versão preliminar do plano, que tem relatoria de Gilberto Jannuzzi, líder do International Energy Initiative (IEI, donatário do iCS), será colocada em consulta pública.

Perspectiva para 2017 do iCS: Energia Elétrica
Segundo Roberto Kishinami, coordenador do portfólio de Energia Elétrica do iCS, a intenção para 2017 é consolidar o trabalho iniciado esse ano, fortalecendo a sociedade civil atuante no tema de energia. Além disso, pretende-se “explorar a construção no Brasil de uma entidade chamada Ágora, que já existe na Alemanha. Trata-se de uma organização independente e uma instância de articulação da sociedade para olhar a longo prazo como descarbonizar o setor elétrico”.

MOBILIDADE URBANA

LabMob, donatário do iCS, lança livro Mobilidade por Bicicleta no Brasil
Em dezembro, o LabMob (Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro) lançou o livro “Mobilidade por Bicicleta no Brasil”, que traz a discussão dos resultados da pesquisa inédita sobre o Perfil do Ciclista Brasileira. Ela aponta quais as motivações para pedalar com base no contexto das cidades estudadas – Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Disponível na íntegra pela internet, a publicação apresenta dados sobre ciclismo nas diversas cidades, além de reflexões mais gerais sobre a mobilidade por bicicleta. Confira reportagem de André Trigueiro sobre o lançamento do livro, para o programa Cidades e Soluções.

Ciclocidade e Cidadeapé divulgam nota contra programa da prefeitura de São Paulo que prevê aumento da velocidade máxima nas marginais
A Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) e a Cidadeapé (Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo), parceiros do iCS, divulgaram uma “Nota à imprensa sobre o programa Marginal Segura”, ressaltando os pontos negativos do programa que prevê o retorno das altas velocidades nas marginais de São Paulo. Na nota, as entidades afirmam que o programa, lançado no dia 20 de dezembro pelo futuro secretário de Transportes e Mobilidades da capital, Sérgio Avelleda, e o presidente da CET, João Octaviano Neto, traz pela primeira vez no mundo o anúncio da “adoção de medidas de acalmamento de tráfego junto com políticas que promovem a insegurança viária”.

Donatários do iCS são entrevistados em programa especial sobre pedestres e caminhabilidade do Cidades e Soluções
O programa Cidades e Soluções, do jornalista André Trigueiro, completou 10 anos em 2016 e comemorou com uma série especial. Um dos programas falou exclusivamente sobre mobilidade ativa com foco em pedestres e teve a participação dos donatários do iCS: ITDP, Corrida Amiga, Cidade Ativa e Bike Anjo. Confira aqui. Com grande audiência, Cidades e Soluções é um programa da Globo News dedicado a apresentar experiências exitosas, que melhoram a vida das pessoas através do uso inteligente e sustentável dos recursos naturais no Brasil e no mundo.

Perspectivas para 2017 do iCS: Mobilidade Urbana
Para 2017, Walter Figueiredo de Simoni, coordenador do Portfólio de Mobilidade Urbana, prevê o aprofundamento na área de financiamento para o setor de mobilidade urbana; fortalecimento da pauta de mobilidade ativa, trabalhando com ciclistas e pedestres; análise de opções de aperfeiçoamento na concessão de transporte público e apoio a organizações dedicadas a melhoria do transporte público. Além disso, será também fundamental maior empenho na área de comunicação, visando uma mudança de comportamento que leve a um maior uso dos transportes públicos e ativos, e uma redução do uso do carro.

POLÍTICA CLIMÁTICA

Percepção da importância de uma visão de longo prazo para economia de baixo carbono é uma das conquistas do iCS em 2016
Durante o ano de 2016, o portfólio de Política Climática do iCS alcançou objetivos importantes. O principal deles talvez seja a percepção do quanto é fundamental criarmos uma visão estratégica de longo prazo para a transição rumo a uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, começa a haver uma mudança qualitativa importante na direção de repensar o modelo de desenvolvimento com uma visão concatenada que envolva atores capacitados, tecnologia e fontes de financiamento em diferentes setores.

Exemplos dessa nova percepção são o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que terá uma câmara técnica específica sobre o tema; o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), que trabalha com as empresas associadas para que a transição a um futuro de baixo carbono esteja presente em seus planejamentos estratégicos; e a Fundação Getúlio Vargas, que começa a incorporar o contexto da mudança no clima nos estudos sobre competitividade em setores estratégicos brasileiros.

Perspectiva para 2017 do iCS: Política Climática
Se 2016 foi o ano de criar a percepção sobre a importância da visão de longo prazo para a transição a uma economia de baixo carbono, 2017 será, para o portfólio de Política Climática do iCS, o momento de disseminar e iniciar o processo de consolidação desse tópico. Para tanto, já está em curso o mapeamento de como o longo-prazo é apreendido por atores relevantes para o tema da mudança do clima no país, além de um trabalho que busca coordenar os principais esforços de modelagem de cenários de baixo carbono para o Brasil.

“O mais importante a ser feito é consolidar esses instrumentos, entendendo quais são as implicações, necessidades, diferentes cenários futuros, atores que devem ser envolvidos, tecnologias disruptivas e os investimentos necessários – com análise das fontes de financiamentos – para se construir uma visão de longo prazo que possa nortear as decisões de curto prazo. É isso o que desejamos fazer em 2017”, explica Branca Americano, coordenadora do portfólio de Política Climática do iCS.


Este é um boletim mensal enviado pelo Instituto Clima e Sociedade – iCS.
Por favor, envie suas sugestões ou comentários para luiza@climaesociedade.org.
Caso não deseje receber novamente este boletim, escreva para ics@climaesociedade.org .